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Luz-solidão

Abro a porta
E me encosto no batente
Para ver a minha cara, e se ela me mostra os dentes
E o que dizer
Se ela vem e me chacoalha
Me retalha, como uma força latente
Que brilha e reproduz
Qualquer coisa tão desconhecida
Que ilumina esse ambiente, até essa luz
E se fecho a porta
Ela vem pelas paredes
Recortando a minha roupa
Com suas unhas e um estilete
Que brilha, via, como brilha
Arrepia minha voz e me reduz
E arrepia, a tua voz e te reduz
E arrepia a nossa voz e nos reduz.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 24/03/2005
Código do texto: T7691
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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