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Se ficamos muito devagar...

Se ficamos muito devagar
É por não ter tanto tempo
Se ficamos na saudade
Não esperamos ter tanto tempo
Como rasgos de noites afora
Se pouco brilha, pouco vem
Tempo que de passageiro voa
Para novas esperas, novas, sempre novas
Nova em luz, que espera de novo
Se estamos apressados, e muito
É o tempo que urge
Se estamos tão rápidos, frágil tempo
Sempre para amanhã
É melhor tirar as dúvidas da cabeça
A cada passagem de tempo, não resiste mais essa dúvida
Nem se pode transformar
Traumas já foram transformados
Sem desdém para fugir do tempo
O tempo é companheiro e compreensivo
Sábio em seu uso e toque
Se ficamos pouco juntos, tão juntos
É pelo tempo que temos tido
Se esperamos com saudades, juntos
Novos brilhos no dia seguinte
São tantas passagens, tão resistentes
O toque sutil da boca
O toque sem toque que toca
Tantos prazeres que se foram
É mais uma passada pelo olhar
No canto que toca a vida
Na balada sem luz, sombras que passam
E aqui no branco reporta a vez
E assiam ficamos
Olhando novas estrelas.

Não desprezar o olhar atento, para do olhar só ficar a expressão.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 24/03/2005
Código do texto: T7711
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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