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Soneto XXXI

Corta-te o pulso que só sai veneno
Daquele veneno de pior qualidade
Veneno este de um coração covarde
Corta-te o pulso e vai vendo.

Corre em tuas veias o veneno falso
O que não mata, é temporário, só sofre
Mal serve pra alimentar a morte nobre
Pisa-te em espinhos com o pé descalço.

Corta-te o pulso que não sai coisa nenhuma
Faz de tua vida a pior desgraça
Vive de teu rosto apenas, no mais, em suma:

Corta-te o pulso, nada mais que se faça
Pra traçar teu caminho, não adianta coisa alguma
Deixa que a morte nobre mesmo traça.
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 25/03/2005
Reeditado em 30/03/2005
Código do texto: T7779

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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 31 anos
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Júnior Leal