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Bateste tanto o martelo...

Bateste tanto o martelo
Bateste tanto, tanto
Como gazela, o lápis corre
Nas notícias de um dia sem fim
De muito Sol e calor é a previsão
Mas o velho ogro pede o frio.
Fatigada e sôfrega você está
O labor cansa pela longevidade
Tens u’as linhas me esperando hoje
Mas o telefone não toca
A música que não tocaste no rádio
Deixa-te num vazio preenchido pelo Sol
O tubo de cola de ponta cabeça
Um canto geral foste pedido
Perdido feito nuvem colada no céu
E dizem-te que esse é o clima
Quanta espera, quanta demora,
Bate, bate, bater, bateste
É mais uma voz que se cala.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 25/03/2005
Código do texto: T7852
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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