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O meu olhar na janela...

O meu olhar na janela
quase brilha na tristeza
tamanha é entre a malévola
e a pequena perversa
são frascos do mesmo calibre
mal estancados e furtar
no relento qualquer fragrância
quão fracos vão diluindo
tão falsos vão ficando
dissimulando-se em parcos vasos
na excrescência do mutismo
nulos que em partes atolam
no afogado gotejar dessas desdita
e emperdenida vocação ardilosa
vil resmungos lançados a esmo
por nada bem entender do que se faz
como se alguma cousa fosse acrescer.
O meu olhar vaga na janela
e o que de cá de dentro pode realçar
só mais novas tristezas.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 25/03/2005
Código do texto: T7873
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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