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Estou diante de um banco vazio...

Estou diante de um banco vazio
O Metrô parte lentamente
Nada se move no banco
Vazio, marrom, um banco
Algum lustro de bundas
Que talvez tenham ocupado
Este assento quase solitário
Fico olhando para ele
No meu jeito taciturno
Remoendo momentos e calado
Há pessoas quietas,
Frias em seus pensamentos
Assim como eu ali parado
Dentro do Metrô solerte
Olhando para aquele banco
Parado e sem emoção
Com o pensamento correndo livre
No vazio do mundo mudo
Das idéias sem consumo
Na quase tristeza
Diante de um túnel escuro
Outra estação, Metrô parado
Esta porta que abre
Ficando para trás, o banco
Sem vida e vazio
Como muitas vidas
Que disputam o tempo
Sem o lustro do lugar desocupado.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 25/03/2005
Código do texto: T7881
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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