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A floresta está triste...

A floresta está triste
O mundo sem bossa
Sem o filho da terra
A garota já não passa
Tão linda, cheia de graça
Baixinho, canta o mar
Desgraça perto do ar
Sem poder falar
Resta pouco para chorar
O mundo quase desiste
Aquele chapéu em riste
Agora ficou tão só
Copacabana fica com dó
Sem passarinho ou cipó
Em Ipanema sobrou pó
Só o amor insiste
Vem da época do twist
Parceria com o poeta
Par de asas, borboleta
A mais dura faceta
Rege o maestro, seu planeta
A Lua gris que viste
O fim do caminho assiste
Último vôo, vou para o mato
Ah! cora coração ingrato
Uma nota apenas, desacato
Lígia, Luiza, sem recato
A vida ficou sem Tom.
Em que estação estamos
Tão cheia de tempos difíceis
Onde parcas opções propagam emoções com a espera
Dilatadas por várias vontades
Com o tempo passando, passado
Como um passe de mágica
Sem a lógica pertinente
A dor penitente
Na boca de uma nova luz
Trilha para o absoluto
Contornando tempestades, furacões, filhos do vento
E buracos negros
Renascendo do firmamento
A rúnica esperança
Sem renúncia, sem renúncia
Tríade de paz
No tom sintonizado
E esperado de mais um sim.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 25/03/2005
Reeditado em 24/10/2006
Código do texto: T7934
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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1 e-livros (241 leituras)
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