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Como ponto...

Como ponto
Uma partida em falso
Uma outra conversa
A blusa aberta no Metrô
Saltam os desejos
Para uma realidade, quase sempre
Diferente
O olho fecha
Um cisco falso
Uma e outra lágrima
Mais um botão aberto
Fomentam outros anseios
E a realidade nem é a mesma
Incoerente
Mãos cobrem o rosto
Na vergonha de suas pernas
Com o olhar incerto
Você levanta, boceja
Mas foge na vista do mundo.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 25/03/2005
Código do texto: T7942
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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