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Dezembro, era segunda,...

Dezembro, era segunda, bem de manhã
Ela entra tímida com suas bolsas
E pára ao lado
Um, sentado,
Pede para segurar
Por uns instantes
Algumas estações, duas
Ela se senta
Com a timidez da manhã
Na sua face
Uma Lua, quase
Um toque especial
Flores se escondem
No azul do seu vestido
O seu corpo na timidez
Do ombro desnudo
Seu bronzeado chama a atenção
Da respiração pausada
Os seios descansam
Firmes, taciturnos
Um livro
Parece história
O olhar de soslaio
Quase inibe
Àquele que reflete
Esse quadro tímido
Naquele trem que vai para Luz
Com tantos rostos e corpos duros
Contrastando
Com o seu corpo suave e meigo
Delineado e vistoso
Prazerosamente esperando
A Estação da Luz
Fim do trajeto
À espera dos apressados
Por  último, sai sem deixar pistas
E na multidão desaparece
Aquela Lua tímida
De cara menina
Mulher.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 26/03/2005
Código do texto: T7947
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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