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é hora...

É hora do diálogo...

...da extrema abolição das palavras
que não podem ser ditas,
das frases que não podem ser consumidas...

É hora de tudo.

Menos de tirar olhos.

Afinal, é com eles que vimos as palavras,
que lemos os intuítos...

É hora de dizer...

... que choco não é lula,
que vaca não é bode,
que leão não é homem.

É hora das linhas oblíquas,
  do movimento voluptuoso,
  da sonâmbula concavidade,
  do silêncio das estrelas,

  das putas marginais,
  do abismo  nocturno,
  da nupcial indolência,
  do polén do tempo,

  das mágoas confinadas,
  do gay machão,
  da virgem desflorada,
  do balanceio da sombra

É hora, meu povo.

...Ou é agora, ou nunca.

...E se a vida são dois dias
e o carnaval três,
há que estar atentos,
perdemos um dia,
tesos, sem alegria!





João Videira Santos
Enviado por João Videira Santos em 01/12/2005
Reeditado em 01/12/2005
Código do texto: T79525

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Sobre o autor
João Videira Santos
Lisboa - Lisboa - Portugal
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João Videira Santos