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Essa mesma lâmina...

Essa mesma lâmina
Que corta a minha carne
São passados de uma pele para outra
Como se fosse uma mera fragrância
Desnudando a impaciência
Na falta de um acessório qualquer
Essa mesma lamúria
Que corta o meu coração
São pedidos de clemência
Sobre os pobres ao cadafalso
Pedindo para sorrir agora
No momento em que vão sangrar
Essa mesma solidão
Que corta a minha vida
São pedaços de um amor
Que se desvanece na penumbra
Tirando os meus olhos
De toda a volúpia que festejava
Essa mesma carne
Que corta em outra lamúria
Está sem o perfume daquele Jardim
Passando ao largo da ladeira
Sem olhar para dentro da janela
Essa mesma vida
Que me torna carne
Vê o amor navegar tão distante
Perdendo o brilho do instante
Em súplicas para ser feliz
Num verniz tão diletante
Essa mesma... é amor
Que cerra como lâmina
De cortes tão profundos
Profanando a sensatez
Deturpando na maciez
Outra lágrima que se soltou no ar.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 26/03/2005
Código do texto: T7961
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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