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Corpo de água e de pedra

As palavras são diurnas.

Ritmos de tempo
oculto em si dentro
como palavras abertas, por cima.

Rios virgens e rápidos
onde se amam as marés e tudo o que sei.

Eis as raizes desse instante sopro
que espreita necessário: Flores pensamos.

Talvez o espírito paire por onde: os campos.

Digo os campos, a dor virgem e húmida
na alegria de si, vagaroso grito.
E por baixo, nos campos,
um sangue mais antigo,
seiva de luar e lama,
mãos, as forças finais
e nem sequer tanto,
as vinhas, a lenha e os gritos,
um estilo de ser terra,
um gesto de ser dia
e far-se-á imagem de si,
pão violento.
Venoi
Enviado por Venoi em 02/12/2005
Código do texto: T79942
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Sobre o autor
Venoi
Portugal, 65 anos
23 textos (567 leituras)
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Venoi