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PAULICÉIA

Frio terrível lá fora,
frio aqui dentro de mim.
Neblina no taboão,
neblina no olhar de breu
ferida no coração
ser errante, que sou eu...
 
E em meio às avenidas
desta louca paulicéia
tua imagem me acompanha,
tua sombra não me deixa...
No meio dos edifícios,
eu me dou, em sacrifícios,
sobe aos céus, a minha queixa.
 
Eu me escôo nas sarjetas
e me vendo por gorjetas
troco o corpo por trocados,
pra me aquecer do frio
perder-me, no desvario,
pra me esquecer dos teus olhos
marejados de garoa...
 
Eu sigo na rua, à toa,
olhos também transbordantes,
pensamentos delirantes,
largados, esvoaçantes,
sedentos de liberdade.
 
Prisioneiros da saudade,
esquinas desta cidade...
 
   



lisieux
Enviado por lisieux em 26/03/2005
Código do texto: T8060
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Sobre a autora
lisieux
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 61 anos
394 textos (14414 leituras)
3 e-livros (409 leituras)
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