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POESIA...

POESIA...

 
 
Poesia, filha da coragem
A que diz o indizível
E em canto sem maquiagem
Do nada faz o visível.
 
A lágrima-poesia é sal
Quando é pranto de amor
O rio freia seu caudal
Na rima de amor com dor.
 
Se o destino é avesso
O verso muda o lamento
Poesia, qual um adereço
Orla de ouro o momento.
 
Nunca há o impossível
No ato da inspiração
Tudo brota admissível
Na morte ou na perdição.
 
Sol à noite, lua no dia
Não há morte nem há vida
Dona do tudo, poesia,
Da treva e da luz nascida.
 
Nem rastro de tempestade
Ou pegadas de tacões
Deixam marcas de saudade...
Poesia brota ilusões.
 
Se nas nuvens não há chuva
Nem no ar há ventania
Visto como se uma luva
Meu tempo feito poesia.
 
Por mais que dela se diga
Sem um verbo que a conjugue
Crio a rima; que ela me siga
Para que o meu pranto enxugue.
 
Em cada gota de lágrima
Há um verso em nostalgia
Mas se eu virar esta página
Fugirá a poesia...
 
 
 
Lizete Abrahão
Enviado por Lizete Abrahão em 04/12/2005
Código do texto: T81052

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Sobre a autora
Lizete Abrahão
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil
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Lizete Abrahão