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CORES QUE NÃO VEJO

Quantas cores sucumbem
Escondidas sob teu rosto?
Quanto de sol
Merece teu corpo
Para reavivar e revelar
Todas as tuas cores?

Todos somos melhores
Ao passo do que nos é doce
Imaginar
Somos um e também outro
Existe um pouco de nós
Do lado de fora

No espelho vejo
Quem eu poderia ter sido
Ou uma fotografia
Do nunca mais?
Quantas cores
Possui a selva que me rodeia
De horrores?
Quanta luz – sobre meus olhos
Lança o sol
Que me fere violento
Com tanta cegueira e dor?

Ainda poderei ter a mão
O que perdi em meus anos?

Claro – seria ver
O iluminado sol de meu viver
Tarde – seria perder
Por entre os dedos
O metal mercúrio do ser ou não ser
Nunca – seria brincar
Com os sonhos do não viver

Quantas cores sucumbem
Escondidas
Sem que eu possa ver?

 
Sylvio Neto
Enviado por Sylvio Neto em 07/12/2005
Código do texto: T81979
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Sobre o autor
Sylvio Neto
Belford Roxo - Rio de Janeiro - Brasil, 53 anos
73 textos (11985 leituras)
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Sylvio Neto