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Poema 0213 - Minha morte


 
Morro a cada instante um pedaço,
meus pensamentos já não existem,
na cama havia milhares de flores,
combinei esperar um dia e não veio.
 
Cruzaram meus braços sem seu corpo,
entrelaçaram as mãos vazias das suas,
os pés continuam descalços sem destino,
até as lágrimas secaram antes do olho.
 
Vestiram meu terno de risca-de-giz,
dentro não estavam meus pertences,
o coração, onde o colocaram?
E toda aquela paixão que carrego?
 
Deixaram meus dentes vazios dos sorrisos,
limparam da boca os penúltimos beijos,
não sinto o perfume que exala da sua pele,
começo a acreditar que estou indo de você.

Ouço vozes misturadas, ao fundo uma música,
se já não tenho olhos, ninguém vai notar,
não precisam para abafar meus soluços,
não existem outros ouvintes, só eu vou escutar.
 
Definitivamente estou morto, não para você,
ficarei na lembrança, entre suas coxas nuas,
na pele molhada por minha saliva quente,
não no amor, este jamais confessou ser meu.
 
Voltarei à vida, um dia talvez, em outro corpo,
para uma mulher que saiba falar do seu amor,
definitivamente estou indo por falta de carinho,
não sentirá minha falta, o amor não está em você.

07/04/2005
Caio Lucas
Enviado por Caio Lucas em 28/03/2005
Código do texto: T8206
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Caio Lucas
São Paulo - São Paulo - Brasil, 68 anos
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Caio Lucas