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Há um canto vazio naquele canto,...

Há um canto vazio naquele canto, no esquerdo do canto ao lado.
Tem um mago do oriente, crente que o ocidente não sente dor de dente.
Era um palhaço, um qualquer, com voz de aço, peito e bagaço, sem
braço, todo gelado e barbado, mas sem graça e sem traço.
Como um pingo de plástico, desses elásticos, nada fantásticos e
que cheirava tóxico.
Todo sem jeito, mesmo, mesmo, de tão feio e sem recheio, como pastel de
vento ao meio, e cerveja sem centeio.
Com pinta de cara de vaca, desses, meio babaca, como quando se chupa uma jaca e
sem mais nem menos empaca.
Há um canto, tem um mago,
Que era palhaço,
Como um pingo de plástico,
Todo sem jeito,
Com pinta de cara de vaca,
Mas alguém, bem lá no fundo, deu uma risadinha,
Daquelas sem querer e o próprio,
Pobre coitado,
Bateu palmas e saiu,
No fundo do pano, ouviu-se um choro agradecido
Tão baixinho, mas sincero
Quase gritaram um bis,
E da bilheteria, não tive como não deixar de pagá-lo.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 28/03/2005
Código do texto: T8214
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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