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Olho para frente,...

Olho para frente,
A torre sobreposta naquele monte,
Casas, antenas, o Sol batendo na minha cara,
Uma trilha, outra e outra, passa uma semana, um mês, outro,
Tudo se mantém na mesma merda de sempre
Uma nova luz no horizonte, pura miragem parece, parecendo,
Uma fina ponte separando o centro do porém,
Muita fumaça, muita fumaça,
Céus! Quanta loucura nessa travessia, pode ser o seu “exodus”,
Balança, balança, ponte que balança, balançar & lança,
Cada data marcando um novo começar
Uma ponta de orgulho, um espaço preenchido,
Outra data se aproxima, você se lança ao destino, coisas & afins, afinidades,
Uma estrada tortuosa & triste aparece, não quero que você tenha medo,
Aquele dedo em riste, quase um comando,
Minha dúvida, são suas dúvidas, outras dúvidas,
Tenho medo de ter medo, & que o seu medo,
Mergulhe naquele copo, outra taça & nada faça,
Deixando marcas, marcando na infeliz felicidade,
Alheia, alento, suave retorno, retorno de viagem,
Fecho os olhos, tem aquela luz me brilhando,
São seus olhos, o fogo dessa chama,
Que chama, que clama, reclama, exala,
Qual bruma escarlate, outra viagem,
Nem África, nem Ásia, outro ponto,
Se você ver bem, não há sentido
Se você pensar, não há juízo,
Se você quiser entender, enlouquecerá,
Uma multidão olhando para esmo
Sem entender nada, passando por cima de tudo,
Quase nada fica para você
O que você está levando pra casa?
O seu futuro não pode ser tão...
Você de frente para as câmeras
Luz e som no computador
Outro cigarro acesso, um movimento qualquer na rua,
O eco do seu gozo, assusta quem passa na rua,
Quem vai entender quando você disser não?
Quando escuta o chamado você diz sempre sim
Espera cada dia chegar, pra dizer sim, e por que não?
É uma coisa de pele, de cheiro, de tato & essência & livros & sons,
A música sempre acompanha cada passo dado, seja qual for a direção,
Se olhar para trás não é tudo o que você quer
Parada feito parapeito num canto escuro de uma esquina
A luz do néon tremulando a noite sem Lua & estrelas
Outro brilho no olhar, outro cigarro,
Todos os copos vazios, como vazios estão bocas & estômagos,
Como vazio, fico sem sentido,
Porque nada tem sentido, quando o que se sente é essa vontade de viver,
Eu sou feliz, até para dizer... Tudo bem.

Peixão89
Desabafos 2 – 1999-2000
Peixão
Enviado por Peixão em 28/03/2005
Reeditado em 29/07/2009
Código do texto: T8246
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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1 e-livros (241 leituras)
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