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A minha vida, são as minhas palavras...

A minha vida, são as minhas palavras
Assim como a caneta é a minha amante
Entre tantas outras, como a máquina
Como a tênue noite, como a vodca pura,
Como a imaginação.
Porém, rodeado de tantas amantes
Eu continuo um tolo solitário,
A espera de que algo novo aconteça,
A espera de um suave beijo,
A espera de você.
Esta noite bate fria
Uma fina fumaça sopra do meu cigarro
Não sinto o seu cheiro
Não sinto a sua presença
Dói tanto o coração.
E só a pena desta humilde caneta
Suporta tamanha angústia,
Tamanha solidão.
A minha vida, são as minhas palavras
Soltas num frio papel comum
Mas continuam sendo a vida
A procura de uma paixão qualquer
Como um desejo insano
Mesmo em uma fria noite sem canção.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 28/03/2005
Código do texto: T8279
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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