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Só querer me embriaga os sentidos...

Só querer me embriaga os sentidos
Querer demais é sempre o meu mal
E por que tanto amo, sofro sozinho
Pelos beijos que não tiro de ti
Ah! que me doa sempre o peito
Pela falta do jeito, do teu olhar
Que me calo com sua ausência
Que me tortura a tanto tempo
Ah! rude tempo que passa
Sem poder sentir o calor desse corpo
Sem poder tocar tão fartos seios
Sem poder ouvir tantos gemidos e agrados
Ah! vazio que me persegue
Como se tudo por culpa minha fosse
E mesmo que não fosse, assim é
Choro aos cantos ao te ver partindo
Mesmo sabendo que amanhã voltas
Que ainda verei teu sorriso
Mas mesmo assim clamo e reclamo
Fico descontente com minha própria sorte
Perdida nestes confins de alhures
E perco toda a razão destarte
Por querer tanto aquilo que me é proibido
Ah! sina amarga de minha vida
Me tomas de salto dia e noite
Feito fel em minha boca
O sabor dessa solidão conjunta
Sim, vida me és tudo o que tenho
Essa é a vida que tenho
Essa é a vida que levo
Choro por quase nada
Sofro por quase tudo
E ainda que sou tão alegre
E de uma alegria inata
Farta com se querubim fosse
Infinita por estar sempre a espera
Devo crer que ainda sou feliz
Pois vida, ainda a tenho
Como tenho tantas doces lembranças
De tantos sonhos que tenho
Amanhã é sempre melhor
Novos beijos me aguardam
Outros carinhos me espreitam
E assim caminho até ela
Com o coração pulsando forte
Mesmo que machucado.
Talvez não mereça tanta sorte.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 28/03/2005
Código do texto: T8361
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 56 anos
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