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Ó trevas, desgraça total

Ó trevas, desgraça total
Maldição que mais reflete o mal.

     Vive meu sangue como parasita
     Transparece minha alma maldita.

Quantos goles de vinho nas águas frias
Quantas noites regadas à melancolias.

     Tristeza que aquece minha aurora
     Beleza que não será o que é agora.

De nada valem meus mil estandartes
Se morreu no esquecimento minhas artes.

     O vinho que me amava e me aquecia
     Lembranças daquela que ali morria.

Ó trevas, que és meu lar
Me acomoda, tão bela, me faz pensar.

     De nada valeu terem, assim, me julgado
     Se não me conheces, nem meu passado.

Por todo o meu corpo, amargo profundo
Angústia de mim, de ti, do mundo.

     Passa em mim, nos pensamentos aéreos
     A maldição dos mais terríveis mistérios.

Ó trevas, se sabes de mim
Bem sabes que sou sempre assim.

     Do sentimento de amar alguém
     Se faz o mal quem não fazes o bem.

Se me tiraste o que chamas de amor
Se me enfestaste de angústia e dor.

     Porque guiaste meu corpo ao sal
     Porque me levaste para o sepulcro do mal?

          Ó trevas, desgraça total!
Júnior Leal
Enviado por Júnior Leal em 29/03/2005
Código do texto: T8477

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Sobre o autor
Júnior Leal
Lagoa Santa - Minas Gerais - Brasil, 31 anos
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Júnior Leal