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Pessoas que vivem presas no vidro...

Pessoas que vivem presas no vidro
Arenito estagnado de preso
Vidro sujo, descolado
Descolorido de pessoas que passam
Passado tentando a sorte no futuro
Medo do dia seguinte é assim
Assim vidrado no que se passa
Pasto de outros sabores e cores
Sem levar a canga até o fim
Só querem as cores em brilho
No fosco do vidro do carro
Na pressa de ontem e de hoje,
Almoço mais tarde sempre frio
Estagnando no estômago desde ontem
Desde o dia que começamos
Na arena do não saber tudo
E de tudo fazer um pouco mais além
E saber que outro é desperdício
E cobrar como se fosse o outro também
Tanto que eles nem se importam
Se mais um beijo foi feito rapidinho
Esprimido na ranger de horas que passa
Sem ter a gula da fome à noite
Sem ter o café de gosto duvidoso
Na borra do copo sempre vazio
Na falta que faz no bolso hoje
Do tempo que perdemos
Perdendo dias e noites a fio
Fio que vira o vidro sem vida
Vida de vidro embaçado
Eu hoje olho o amanhã
Partimos para uma nova Ilha
Em pedaços sobram desculpas
Na gente que vidro parece a presa
Por perdas e danos se calam
Sem a mesma calma que tínhamos
Sem o tino que nos fez mais fortes.
Só a vergonha é deles...

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 29/03/2005
Código do texto: T8557
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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