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Se tantos são os olhos...

Se tantos são os olhos que querem lhe ver
Se tantas são as mãos que querem lhe tocar
Se minha boca tanto procura a tua
Se espero o tempo passar para ficar mais um pouco
Se quero estar certo quando tudo parece errado
Se quero mais do que quero, por querer tanto
Se tomo tuas mãos como minhas e tomo
Tantos beijos, outros beijos, novos amores,
Se tenho tanto a falar quando me queres calado
Se quero calar quando me queres falante
E eu aqui no coração da tempestade
Vejo em maio o que vem de dezembro
Outono passando ao largo do frio de inverno
Se tantas horas que passam enquanto é frio
Se tanto frio que me congela os olhos
Se tanto em maio como se não fosse outro
O sol que não vejo na Riviera que quero
Como quero que você me ame tanto
E nem tempo temos para o amor dar
Tão pequenos são os olhares a pequena distância
Disto que o beijo ficou para amanhã
Mais uma lauda preenchida agora mesmo
Mais uma lauda para fazer ainda
Se tantas são as laudas para falar de ti
Se tantas são as falas que não pronunciamos
Se tantos são os medos, pavor entre as paredes
Se tão escuro que fica pela noite afora
Se tanto que apaga, e tanto me ilumina
Iluminando o amanhã com o dia de hoje
Mesmo sem o brilho de dias passados
Em noites tão quentes sem luz alguma
Calando os anseios com tantos desejos
Se tantos desejos não nos bastassem
Se tanto me basta pois sempre mais quero
Tantas mãos e bocas de novo beijar
Tantas vezes possível de sempre alcançar
Até que a tempestade passe de novo.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 29/03/2005
Código do texto: T8564
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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