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Olhos de Vidro


Em minha ignorância noturna
o astro invade meu quarto escuro
através das frinchas da parede,
outros tantos pontinhos fulgurantes me piscam

Um cão magro do outro lado da rua
esbirrado no muro
uiva com a cabeça eriçada
e olhos de prata

Um ébrio sobraçando uma garrafa
cambaleia com a cabeça arriada;
seus pés deixam um rastro comprido na areia
acordando uma nuvenzinha de poeira

Ginga dançando com a própria sombra
num ritmo escabroso

Pelo esquadro da janela
observo-o entocado na noite

Enquanto a lua de prata me olha,
pairando sobre minha cabeça.

José Mattos
Enviado por José Mattos em 15/12/2005
Código do texto: T86260

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Sobre o autor
José Mattos
Santa Rita do Pardo - Mato Grosso do Sul - Brasil, 52 anos
54 textos (2839 leituras)
1 e-livros (48 leituras)
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José Mattos