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MISCELÂNEA POÉTICA

             NOSSA CASINHA

Nasceu de um subsolo.
Erguida com carinho,
nela estamos felizes,
é ela o nosso ninho.

Tem ela uma salinha,
o seu quarto é de amor,
possui uma cozinha.
Toda ela é calor.

***


                            A ÁRVORE.

Em certo dia se deu
um encontrro engraçado,
da árvore lá do asfalto,
com a árvore do cerrado.

Aquela tão assustada,
disse pra esta, surpresa,
- você tem o tronco claro
e o meu tronco é todo preto!
A árvore lá do cerrado,
com sutil delicadeza,
- você mudou pra cidade,
e perdeu sua pureza.
***

                          A CHUVA

A chuva cai,
cai a chuva, vai
molhando, molhando
o chão molhado.


Na cidade, lava, limpa,
suja, destrói;
no campo fertiliza a terra.

Na cidade impede o tráfego,
dificultando tudo.
No campo é sinal de fartura.

Cai, no solo, cai
a chuva.
***

ELIZABETH

Envolvendo um doce aroma,
Leve, suave e feliz;
Isento de olor estranho,
Zainfe, manto de amor,
Afagando um sentimento,
Belo aos olhos de quem ama,
Elevado ao que é vulgar,
Tecido com todo afeto,
Havido só de ternura.
***


A NATUREZA

O contato com a natureza nos emociona frente
à maravilha e simplicidade do que ela nos
apresenta. O equilíbrio se manifesta das    mais
diversas formas, permitindo, assim, a existência
harmoniosa da Criação, dos vegetais e do pró-
prio homem, como elemento ativo e componen-
te da mesma.

O instinto animal externado no relacionamento
entre o animal e seu filhote,
aos olhos humanos é enternecedor, pois dá
mostras do calor materno impregnado na mesma
Criação, que é fonte de afeto.



Nasceu o dia na roça,
o gado muge feliz,
o sol reflete na choça.
O galo canta bem alto,
galinha cisca o terreiro.
É conduzido ao curral
O belo gado leiteiro.

***

AMAR palavra composta de quatro
letras, harmoniosamente combinadas:

Admiração, afeto conjugados com a
Modéstia, a mesura e a moderação, vinculadas ao
Acatamento e aconchego, que fazem
Rir e chorar unidos até o final dos tempos.

***


UNIVERSAL HARMONIA

Se o sol brilha no espaço,
se a água corre pro mar,
existe algo grandioso
ninguém pode olvidar.

***

                                    REFLEXÃO

"Meio de vida que
consome a própria vida."

Consome, some
      denigre.
A sociedade
      o agride.
Para, caminha
       e finge
viver a vida
       já finda.

Modus vivendi,
       e sente
ser consimida
        a vida.
***

                              A DERROTA

Não perdoo os insensatos,
detesto os desprevenidos,
amaldiçoo os ingratos,
temo todos os destemidos.

***



AMOR

Dentre as belezas que vi,
na Obra do Criador,
foi a que em seus olhos li,
que me dizia de AMOR.

***

O UNIVERSO

Na vermelhidão do poente
estampa-se a grandeza universal.

Nesta incomensurável beleza
os problemas que nos assolam
deixam de abarcar nossa vida
e caem no vazio.
Perdem o tamanho que aparentam Ter
e se esvaem na pequenez.

***



SILHUETA

Uma silhueta num quadro natural,
rajada de azul e amarelo
sepulcral.

Espalha a candura do enterdecer,
com sombras negras,
caindo ao solo
e refletindo
nas elevações.




O negro invade as cores
e projeta
na tela visual
contornos opacos,
criando novas formas
e surge a silhueta
de um coqueiro
bailando
ao vento.

***


                                                PARALELO


VIDA DA CIDADE                                                     VIDA DO CAMPO

Monstros erguidos                                               Montes com ondulados
    em concreto;                                                             suaves;

asfalto causticante;                                                 verde agreste;

céu cinzento e                                                          céu azulado e
     poluído                                                                   transparente

onde a vida                                                               onde a vida
       é                                                                               é
ARTIFICIAL.                                                              NATURAL.

                                                     ***

HARMONIA.

Partitura solta ao ar.
Violino repousando na mesa,
projetando nela
as sombras de seu talhe,
graças à luz
suave de um abajur.

Uma arco apoiado
em mil folhas musicais.

Um pisapapéis.
Tudo, harmonicamente,
compondo um quadro
de fundo preto.

***


       OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALÍPSE NO MUNDO ATUAL

"O planeta continua a navegar num mar
            de hipótese."

Quatro cavaleiros andam,
vagando por entre os vales
e montanhas deste mundo.
Ora gritam, gemem, cantam...

Cantam, contando as histórias
de um futuro sem certeza,
anunciando as mazelas
de um caminho sem firmeza.

São voadores incansáveis,
andarilhos sem temor,
semeando  onde passam
mil vinganças, desamor.

Em suas roupas vê-se a cor,
de um passado obscuro.
em suas faces vive a dor,
de uma vida sem futuro.

Empunham suas armas brancas,
como triunfais troféus
apontadas para os homens,
camufladas em seus véus.

Precursores de conflitos,
arrastam consigo a guerra.
Alimentam-se de gritos,
com temores e querelas.

Seus nomes definem bem
os perfis desses sinistros
personagens em quarteto,
imunes e detratores.

INFLAÇÃO é o primeiro,
segue o DEFICIT em ação.
É o TERRORISMO o terceiro,
finda o PETRÓLEO em jorrão.

***


RIO

Rio,
riacho,
ribeirão,
rompendo
por entre
as várseas,
dando exemplo
de juventude.

Renovando
constantemente
suas águas
num
dinamismo
heróico.

É a natureza
dando exemplo
ao homem
de sua infinita
e eterna sabedoria.

***


O MUNDO ATÔMICO

Vida eclodindo da fonte,
vibrando como uma partícula
Da eterna essência universal,

eclodindo em infinitas
manifestações de energia,
dando provas
da eternidade
da existência.

Eclosão de movimento
dentro da própria dinâmica
que caracteriza a vida universal.

Síntese das sínteses.
Negação da morte;
índice de transformação
e
afirmação do eterno.
O MUNDO ATÔMICO, INFINITO MUNDO DOS MUNDOS.



PENSAMENTO-NOTÍCIA.

Corre ligeiro o pensamento,
dando aqui e ali
notícias fantásticas... mas reais.

Ora da guerra no Oriente,
ora do conflito dentro da gente,
ora do nascimento de uma semente,
que cai ao solo e germina,
e sente,
e geme,
anunciando vida.

Corre ligeiro o pensamento,
dando aqui e ali
notícias fantásticas... mas reais.

Ora falando de paz,
ora exortando a guerra,
ora convencendo às gentes
de que a terra está cheia.
E o sangue corre na veia
de um recém-nascido.

Corre ligeiro o pensamento,
dando aqui e ali
notícias fantásticas... mas reais.

Ora cantando amor,
ora orando a Deus,
ora chorando a dor,
ora adorando a flor.
E uma bomba explode
na Arábia...

Corre ligeiro o pensamento,
dando aqui e ali
notícias fantásticas... mas reais.

Ora convivando a todos,
para um concílio de fé.
Ora anunciando
a vinda de um embaixador
seja lá quem for.
Ora, como manchete:
o PETRÓLEO ACABOU.
E a morte no Oriente
reiniciou.

Corre ligeiro o pensamento,
dando aqui e ali
notícias fantásticas... mas reais.

Ora gritando: TRÉGUA!
ora erguendo ídolos,
ora soterrando outros,
ora em gritos roucos,
lamentando o futuro.
E a notícia de um eclipse
que escurece o mundo.
***

A VOZ HUMANA...

Em meio à hecatombe da guerra uma voz ecoa pelos céus enfumaçados:
- CHEGA DE BARBÁRIE!
Era a voz humana cansada de tanta selvageria.
Era a voz humana iluminada pela Razão Superior.
Era a voz humana gritando através do espírito.
Era a voz humana esbravejando inspirada na sensibilidade.
Era a voz humana exaltada pelo sentimento de humanidade.
Era a voz humana tomando contato consigo mesma.
Era a voz humana exigindo humanismo da espécime que leva o seu nome.
Era a voz humana sendo ouvida novamente depois de ter sido, durante tanto tempo, eclipsada pelas vozes roucas e surdas das metralhadoras, bombas e canhões.
***

UMA QUESTÃO DE OPÇÃO.

A máquina absorvendo o homem.
O homem dominando a máquina.
A poluição o sufocando.

O consumo por uma sociedade
consumível e consumida.
O homem se distanciando de si mesmo
e se confundindo
com a sua criação numa luta infernal.

Fui criado para isto?
Para isso existo?
A matéria é para ele
um monstro devorador.

E o mental,
O que não é matéria?
O que ainda não se materializou?

Posso continuar a ser um animal
Ou
caminhar para ser um homem.
É uma questão de opção.

***

A BUSCA DE UM PORQUE.

Imóvel.
Inamovível.
Estático
estava ele aos pés da Criação.

Nada  entendia.
Por que?
Eram ele e a Criação.
Ele como parte dela,
Mas não a entendia.

POR QUÊ?

Queria entendê-la.
Queria transcender ao comum.
Queria, enfim, algo mais.
Queria mover-se.
Queria deixar de ser o que era,
para ser aquilo que queria ser.
Queria ser livre.
COMO?

***

UMA CANÇÃO.

Uma canção
que fale de amor
numa canção
que fale de paz
uma canção que não fale de dor
é uma canção e muito mais.

Ao levantar pelas manhãs
sinto a alegria de viver
toda a ventura que vibra em mim
traz a grandeza de um renascer.

A vida é linda.
A natureza.
É lindo o sol.
É lindo o luar.
É linda a chuva.
É lindo o mar.

Por que a tristeza?
Por que essa dor?
É linda a vida,
É linda a flor.


Por isso eu quero
viver a vida
e não gastá-la em vão.
Por isso eu quero
viver contente
viver com a mente e o coração.
***

REFLEXÕES

A vida não é só tristeza.
A vida não é só saudade.
É formada de partículas,
pouquitos de felicidade.
 
O mundo não é um caos.
Não é feito de ódios.

O mundo também possui
muito amor e afeto
que se demonstram
em singelo gesto:
um cumprimento...
um até logo...
um bom dia...

O mundo não é só guerras.
O que são as guerras?
São as irreflexões humanas.
São decisões sem razão.
São um cantar sem canção.

Os pensamentos,
Muitos maus no mundo há,
que o ser humano
delicia-se em criar.

A vida é repleta de coisas belas
que o homem não sabe aproveitar
ele só quer ver as coisas
que o fazem chorar.
Chorar de tristeza,
de amargura e vazio
tal como um condenado
no exílio...

Existe DEUS?
Muito jovem se inquieta,
muito homem se interroga.
Basta olhar para si mesmo
para a natureza, enfim,
e verá que é concebível
a existência de DEUS.
Se isso não convém
pode o homem
só pelas palavras
convencer a um cétido,
que é o mais crente dos crentes,
da existência de uma Mente Universal?

Ó crenças, ó sois vós
as que fizestes ao homem
tornar-se um não sei quê,
impedindo-o de pensar, de refletir
de usar suas faculdades.
Só lhe ordenastes : - CREIA!
***


SAUDADE!

Saudade!
Saudade da vida,
saudade do amor que se foi.
Saudade da vida que passou.
Saudade da saudade.
Saudade dos momentos felizes
que só regressam em nossa recordação,
tendo como fundo uma melodiosa canção.
Mescla de tristeza e alegria.
Saudade, vontade de viver novamente o vivido.
Vontade de retroceder no tempo e reviver
todo o passado no presente.
Saudade é algo que a gente
sente lá dentro do peito
e que muita vez se extravaza
num poema de nostalgia.

***
ESPERANÇA.

Havendo vida, há amor,
havendo amor, há paz,
havendo paz, há harmonia,
havendo harmonia, há felicidade,
havendo felicidade, há alegria,
alegria de viver, de amar e sorrir.
Alegria de cantar, de realizar,
de fazer algo pela vida.

***

É TEMPO.

É tempo
de mostrar ao mundo
uma nova forma de viver.

Viver de amor,
amor consciente,
vinculados
coração e mente.

Viver de felicidade.
Viver de alegria.
Valorizar a saudade.
Esquecer a tristeza
e não sofrer de nostalgia.

Viver uma nova era.
Viver uma nova vida.
Deixar aquela sofrida
e compreender a essência
de uma linda
e superior existência.

Pense no importante que é
ser consciente da vida
e vivê-la com amplidão
senti-la, vivê-la
e amá-la com gratidão.

Gratidão ao amanhecer,
ao luar, ao anoitecer,
ao mar.
Gratidão a quem tudo isso nos deu.
Como é bom saber viver,
viver para a vida
para uma caminhada
sem se preocupar com o fim.
Não estar ansiosos pela chegada,
nem sofrer pela partida.
Como é bom viver a vida!
***

VOAR ... VOAR... VOAR...

Sem prender-me a qualquer coisa
e voando como um falcão
vou aos montes, desço à relva
e me encontro em solidão.


Quisera saber por quê
há o Universo infinito
a desafiar-me assim:
vou aos montes, desço à relva
e não me encontrei em mim.
***

UM SER OCULTO.
Neblina...
Ofuscação...
Tudo em fumaça,
formas não definidas,
sombras, sombras infindas,
um vulto opaco.
Não se lhe via a face
nem sequer a forma.
Era apenas um vulto.
O sol, a luz diáfana,
não penetrava nessa alcova
sombria e profana
onde imperava a escuridão
E um vulto indefinido...

Mas eis que se abre uma fresta
e um raio de luz penetra,
uma luz radiante.
Uma luz enérgica e estimulante
que iluminou do vulto
o semblante.

Vislumbrei-me com sua face
que com um estimulante passe
abri mais aquela fresta
que dera passagem à luz
e pude ver bem mais claro,
na escuridão delineado,
o meu ser interno.
***

ROSA

Bela,
meiga e formosa
é você amiga rosa.
Suas pétalas,
seu perfume encantador
que exala
       pela natureza em flor
rosa, você é
a expressão
mais sublime
do amor.

Ó rosa, símbolo do afeto
que simboliza
o mais sublime gesto
do pensamento humano
não permita que lhe utilizem
para um fim profano.

Rosa, você que é
portadora de um pensamento terno
de uma recordação feliz
de um sofrimento angustiante
em cada gota de orvalho
que brota de suas pétalas
o raio de sol radiante
imprime em cada gota
as cores da aquarela.
***


MINHA AVÓ
Cabelos brancos,
Alvos como a neve,
Olhos fixos  no horizonte.
Ó, quanta vivência,
Quanta experiência
Ocultas nessa tez
Carregada pela idade!

Nos olhos vê-se a saudade refletida,
Saudade dos tempos idos,
Tempos que só voltam na recordação.
Tempos de felicidade,
Tempos de alegria,
Tempos de luta.

Antes, ouvia chamá-la
Mamãe,
Hoje, chamam-na, também,
Vovó.

São seus netinhos,
Filhos de seus filhos.
Ó, quanta felicidade
Ouvir a voz das novas gerações.
São novas e molodiosas canções.
São novas vidas,
Vidas possíveis
Graças a sua vida
Sua vida, ó vovó,
Que hoje se contenta
Em recordar os bons tempos
E a contemplar
Os frutos de sua existência.

Vovó, você também é mãe.
E em você existe esse amor sublime,
Agora, não só aos filhos,
Mas extensivo aos netos.

Vovó, sua velhice
É um estímulo a nossa juventude,
Porque nela sentimos
O resultado de uma vida
Fecunda e útil.

Vovó, seus passos lentos
Refletem os anos já vividos,
Os anos de infância,
Os anos de juventude
E agora, tão dignos
Como nunca,
Vive os anos
Maravilhosos
Da velhice.
Vovó, você é um exemplo de vida.

***
NATUREZA

O sol,
O infinito,
O mar,
A terra,
O luar.
Num galho
Bem ao longe
Um pássaro
A cantar.

Nasce o sol.

As borboletas
Cores belas,
Azuis,
Vermelhas
E amarelas
Voam
De flor em flor
Como pedacinhos
De papel
Soltos ao léu.

Meio dia,
O sol abrasador.
As cigarras em sinfonia,
Concerto de amor.
O infinito,
Diáfano.
Pássaros multicores
Com trinados metálicos
Compõem a sinfonia
Da mata primaveril.

Tarde.
Fim do dia.
O sol não mais abrasa,
A brisa vem,
Aragem da noite.
O sol se põe,
O infinito se matiza
De cores bem vivas.
A noite vem.

O pirilampo,
Estrelinha da mata,
Ilumina toda a floresta.
Os pássaros dormem.
A coruja,
De olhos faroleiros
Sai de sua alcova,
É a rainha da noite.
Tudo o mais dorme
Um sono profundo
Um sono primaveril.
                                               ***

O AMOR DE MÃE

É puro, sublime, augusto,
Justo, nobre, transcendente
E digno da espécie humana.

Possui uma força que ascende
Aos mais mesquinhos dos atos
Praticados por um filho.

Os próprios filhos, às vezes,
Não compreendem o porquê
Dos desvelos de suas mães,
Julgando-os com ingratidão.

Neste amor está expressa
U'a partícula de Deus
Ampla, rica, generosa
E bela como uma rosa.

É um amor superior
Pertencente aos sentimentos
Que dão hierarquia ao homem,
Perpetuando a humanidade.

                                                              ***
O ANOITECER

O sol põe-se no horizonte,
A noite já vem descendo,
A lua surge no monte
E uma estrela vai nascendo.

Qual rainha que chegasse
Clareando a imensidão,
A lua com sua face
Domina toda a amplidão.

O céu dentro em pouco tempo,
Está claro e rebrilhante,
Creio até que o firmamento
É um imenso diamante.
                                                     ***
TROVAS

O Princípio e o Fim
          (com relação à matéria)

Tudo é efêmero no mundo,
infelizmente é assim:
A vida traz no seu fundo
Desde o início, o próprio fim.
***

Cores verdes e amarelas,
Cheias de grande fulgor
Estas cores representam,
A paz, a vida e o amor.
***
Natureza, ó natureza,
tantas cousas tens de belo.
Pareces uma princesa
Invencível na beleza.
***

Mundo cruel, mundo incerto,
Esta terra onde nascemos!
Poucos encaram de perto
Esta esfera em que vivemos.

***

Ó chuva que leva e traz
Em cada gota uma dor,
Leve a lembraça fugaz
De meu infeliz amor.
***

Hoje minhas lembranças
Estão a borbulhar
Os dias de infância
Que estou a meditar.

Lembro-me claramente
Como se fosse agora
Daqueles dias lindos
Os quais vivi outrora.

***

Quando a amizade é sincera
Procuremos cultivá-la
Mas quando não é sincera
Tratemos de dispersá-la.

***

Simples, singela e formosa
Da natureza és princesa;
Do jardim a mais mimosa
És tu, rosa, com certeza.
***

Como é bela a juventude,
Botão a desabrochar
No canteiro da virtude,
No jardim do bem-amar.
***


Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas
Enviado por Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas em 17/11/2004
Código do texto: T87
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Sobre o autor
Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas