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A ÚLTIMA MADALHENA


- poema para as Madalhenas -


Madalhena, meretriz,
pediu para não mostrar o xis
do problema,
pediu para não revelar o nó
da questão.

Se ela é puta ou não, se aputa não!
Seu nome, Madalhena, é de verdade
sem farsa da identidade,
mulher de rua e de casa, descansada,
disfarça os olhos moídos.

Madalhena, meretriz,
falou pública ao jornal o numero
do seu telefone,
falou reservada a raros clientes
o seu sobrenome.

Se foi puta ou não... Não importa!
Criou-se na vida contando histórias
sem anotar memórias
Criou mulheres impagáveis e taças
em digitais de cristal...

Madalhena, meretriz,
sonolenta em fronhas de aranha
fala tecendo a teia,
a grande avarenta dos sonhos
deita sobre pedras.

Se é puta ou não... Tanto faz!...
Acordará sem o desjejum do dia
no passeio da calçada,
e ainda olhará para trás quando a chamarem
de Zuleide: a meretriz da Lapa!


Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 30/03/2005
Código do texto: T8746
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho