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Quão bisonha de tantas faces...

Quão bisonha de tantas faces
Falas ao rés do chão de parcas vozes
Máscaras disformes de laçoes estreitos
Como estreita fita desse olhar
Caras & bocas, lástimas perdidas
Pequenos pesares pelo que se foi
Andanças por terras mal-dormidas
Feio esteio dessa noite que cai
Tropeço nos versos, perda de memória
Coisas confusas com alguma explicação
A solicitude para entender mesmo em dor
Face que mais se oculta, Lua e sarjeta
No chão, nem flores, bisonhos beijos
Mãos que escondem a vontade , o carinho
Pequenos fantasmas oriundos do passado
Que passando se expairam em qualquer luz
Nenhuma vontade, sons volúveis
Resquícios de um gozo esquecido
Imagens que fecham numa tarde de domingo
Dormindo para esquecer o amanhã e o ontem
Dessa fala, tudo está faltando
Apenas o ar é ainda bom
A face oculta que fala da face
Como se quizesse fazer algo proibido
Aquele beijo ainda é o bom da vida
Em gozo..., melhor.

Se minhas palavras tornaram-se distantes, não fui eu quem saiu do caminho.
Eu sei a luz que sigo. E ela é bem feliz.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 30/03/2005
Código do texto: T8780
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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