Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

UM POETA PINGANDO SANGUE

escrevo como quem anda como quem respira
os versos não me cabem mais
escapam pelas mãos pelo poros
como sangue de uma veia aberta
deixo rastros no caminho
e vou sozinho pela noite em desalinho

as idéias todas intensas
despenteiam meus pensamentos
vou indo no fluir do vento
desenrosco minhas idéias tortas na estrada reta
faço do meu enredo
meu desatino e destino

sou eu quem ilumino meu obscuro
mesmo assim bato a cara contra o muro
levo murros e chutes
sou expulso do escuro
me querem claro quadrado obtuso
à mostra político polido e preciso

é duro ser poeta e trabalhar com concreto
ser espalhafatoso
e se conter quieto no ensinamento
ter um mundo intenso interno
e ir assim vazando aos poucos
pelas ruas como um dicionário aberto ao vento
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 19/12/2005
Reeditado em 21/12/2005
Código do texto: T88384

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (autoria de Célio Pires de Araujo). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
1075 textos (32933 leituras)
2 e-livros (236 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 14:26)