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Jogando xadrez


Tentei jogar xadrez com o destino
mas ele anteviu todas as minhas jogadas...
Se fosse baralho seria um jogo de "cartas marcadas"!
Ele jogou primeiro e fez o primeiro lance...
As casas da minha rua, como as casas do tabuleiro,
todas do mesmo tamanho - umas pretas e outras brancas...
Fui peão a vida toda
e trabalhei feito um cavalo
pra conquistar minha rainha
e ouvi sermão de um bispo gordo e sebento
que paparicava as moças da paróquia...
Eu sempre acuado, tentando ocupar algum espaço - em vão!
Mas o rei adversário me pôs em xeque
taxando até o ar que eu respirava;
e por uma manobra da lei tirou-me o barraco...
Meus cheques - sem fundos!
Passei a viver de porre
e minha rainha foi morar na torre
com um "jogador" de mais sorte!
Revidei... ataquei com todas as minhas forças...
Fui preso e condenado...
O xadrez virou meu mundo
mas minha pena não é de morte – que pena!
Poeteiro
Enviado por Poeteiro em 20/12/2005
Código do texto: T88547
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Sobre o autor
Poeteiro
Santos Dumont - Minas Gerais - Brasil
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Poeteiro