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└ Flor da Pele


Como se nada fosse dito,
na madrugada da vida.
Como se nada fosse ouvido,
na calada da memória.
Como se nada fosse sentido,
do sentido da lida.

Mas, à flor da pele;
sente-se, sofre-se,
regozija-se ou padece-se.

Sente-se;
O calar a dor,
O frio a verdade,
O aperto, o prazer,
O toque e o bem querer,
Até mesmo, a doçura do ser.

Também sente-se;
A doença, a cura,
A frieza, a rudeza,
O sofrimento a tristeza,
A falência a morte,
O final do nascer....

Vive-se, à flor da pele.

Olinda, Dezembro, 2004
Carlos Marinho
 
Carlos Marinho
Enviado por Carlos Marinho em 20/12/2005
Cˇdigo do texto: T88797
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Sobre o autor
Carlos Marinho
Olinda - Pernambuco - Brasil, 66 anos
63 textos (3944 leituras)
(estatÝsticas atualizadas diariamente - ˙ltima atualizašŃo em 10/12/16 13:17)
Carlos Marinho