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TRISTEZA CINZA E SAPOS VERDES

Não sei se foi essa tarde
o céu tão incoerente
cinza
rosa
elefante
vassoura sem cabelo
locomotivas gigantes
cisnes de ponta-cabeça
urubus engaiolados
céu trovoado, desgovernado
céu emborcado

ou foi o passeio ao horto
aquelas flechas de samambaias gigantes
chorando destroços da chuva baguda
você transbordou meu peito errante

de repente
o porão de minha tristeza se ergueu
lembrei nosso amor mais uma vez.
entrei pela noite pisando espinhos


apaguem essa música
eu não quero mais falar de ternura
prometi não visitar essa casa velha
sapos verdes que me olham
vão procurar seus limos escuros
acendam o chão para mim
contadores de histórias
venham me visitar
estou louco
mas ninguém saberá que é de lembranças

vou dilacerar mais uma carta de amor
até você dormir

www.veropoema.net

Edmir CARVALHO BEZERRA
Enviado por Edmir CARVALHO BEZERRA em 23/12/2005
Código do texto: T89617
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Sobre o autor
Edmir CARVALHO BEZERRA
Belém - Pará - Brasil
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5 e-livros (14875 leituras)
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Edmir CARVALHO BEZERRA