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QUE O NATAL SE FAÇA VERDADE

A chuva desce fina sobre o Natal.
A estrela aponta Belém.
Relembra-se o Menino.
O poeta canta a si próprio.

O universo cresce dentro dele:
flor amarga.
O canto sórdido e hipócrita
é um balbuciar gutural de consumo.

Mas a Beleza está posta:
uma lápide sem epígrafe.
Não há nenhum símbolo,
inscrição inteligível.

O autor coloca o ponto final:
uma cruz de pedra.
Cala-se a voz.
A alma balbucia o poema a esmo.

Um celular toca Jingle Bells...

– Do livro BULA DE REMÉDIO, 2005/2009.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/90292
Joaquim Moncks
Enviado por Joaquim Moncks em 25/12/2005
Reeditado em 02/06/2009
Código do texto: T90292
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Joaquim Moncks
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 70 anos
2581 textos (709760 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 03:35)
Joaquim Moncks