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Muxoxo

Rosa Pena

Libertei-me finalmente
da moldura!
Pra tua amargura.
Sobra para ti esta face.
Bem a teu gosto.
Minhas "caras e bocas"
fazendo muxoxo.
Em fotos
nunca mostramos
desgosto.

Acabou minha prisão
findou-se a tortura.
Fica apenas esse retângulo
do meu antigo rosto. 

Este ainda acorrentado
na parede escura
lembrando aqueles
dias de meu profundo
mau gosto.

Guarda este instante
foi loucura, viagem!
Fixa esta imagem
Alento para a vida ordinária
de quem mente.

Foi só o que te restou.
Do imbecil roteiro.
Aquele feito por ti
em território alheio.
Puro devaneio
de quem vive no imaginário

Não sinto saudade
dessa minha sósia doente
Ela continua presa
num coração que não sente 

Amor não é banalidade
Vivo o atualmente
com um passado presente
que não mente.
Rosa Pena
Enviado por Rosa Pena em 25/12/2005
Reeditado em 22/10/2008
Código do texto: T90385
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Rosa Pena
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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Rosa Pena

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