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Ao emergir

Sinto um olhar atento, cálido, sensível
e no meu esforço ao renascimento
primeiro a luz, depois o firmamento.
De raízes profundas e tênue folhagem
não sou um sonho, nem miragem. O suor
que de mim brota, como gota escaldante
busca o etéreo saber efervescente.
E nas asas do vento, vôo ao infinito...
Como semente cuspida, em busca
de solo árido, suga-me o beija-flor.
Enquanto flor adocicada, sou alimento
de pássaros que bailam ao meu redor.
Como folha esmaecida,
sou o canto nos pés do lenhador
e a quebra do silêncio, na mata toda em flor.
Ao emergir do solo,
ao ser lançada pelas águas,
não me contém o tempo.
Não me detenho a nada.
Viro a lava de um vulcão,
viro a calmaria da mata
Se emerso de teus sentidos
torno-me a mais linda cascata.
E busco o teu olhar sensível
seguindo o curso do rio...
Encontro-o navegante,
ondulante, encrespado
beijando as ondas na praia.
Dora Leal
Enviado por Dora Leal em 27/12/2005
Código do texto: T90967

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Sobre a autora
Dora Leal
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
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Dora Leal