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O não ver é um problema,...

O não ver é um problema,
Ver e não querer enxergar,
Ver o que não se pode ver,
Ou mesmo aquilo que não deveria ser visto,
Outro Jardim oculto,
Enxergar e não ver nada
Muitas vezes ver sem nada entender,
Nem toda mão se passa pela cabeça,
Ou imaginar que se está sendo visto,
Mas é mais uma velha revista para se deixar de lado,
O relógio mostrando que a hora não passa revista,
O tempo passando, te olhando de lado,
E olhando o tempo que se passa, sem saber pra que lado
Passado, passando, que passa passado, sem ninguém ver,
Os nervos na flor da pele, em pêlos, pelo que não se sente ou vê,
Visto que quase nada se diz, por já ser mal-visto,
Do pouco que a vista enxerga,
Nem sei o que você quer ver mais afinal,
O japonês de gesso do minha escrivaninha me vendo todas as noites
Vergado de olhos nas cartas que sobem e descem na tela ,
Vicejando a olhos nus na lado negro da Lua,
Que quase toca, tocado num certo dial,
Fumaça nos olhos, garganta seca, mais uma cerveja
Olhando no fundo do poço, é mais um copo
Passando pra outra boca, à esguelha da rua direita,
Pra todos os caminhos,
Luz, olhos nos olhos,
Carmina Burana no teatro passando sem ser vista,
No sono que derruba aquilo que não posso ver agora,
Sentir sentido o sentido da pele que ninguém quer ver
Se visto, não desisto, como você talvez também não,
Haja vista, disto discorda, por não ser bem dito
Maldito visto passado ao largo, da escada, em escopo
Traço mal-feito de um dia qualquer
Em que pouco vi, nem senti, pouco notei,
Mas percebi a solidão.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 01/04/2005
Código do texto: T9135
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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