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Para cada passa dado,...

Para cada passo dado, pensar sempre o futuro,
Ser quase um incerto, certo que nem sempre é um,
Talvez medo de ficar apenas só,
Sem ter o mal de Porto seguro,
Ferir, ferindo, como se fere sem querer,
Pois metal é a falta de ter algumas certezas,
Talvez o medo do amanhã,
Olhar a manhã sem ter aquele apoio,
Pulsar, pulsando, o corte da pulsação,
Talvez aumentando o medo,
Nada pode esconder dos sentidos,
Aguçados, agudos, fortes, tão decisivos,
Mais que uma Ilha, um eterno ombro amigo,
Minha Ilha é o meu Porto seguro,
E eu estou de braços abertos para lhe mostrar a esperança,
Mais que minha casa, mais que minha vida,
Esse ombro que não abandona quem mais precisa,
Nem tem vergonha de segurar seja qual for a onda
Uma maré, forte ou fraca, é uma maré que passa,
Como passam todos os medos da vida,
Eu estou aqui, de coração aberto,
A idéia pode ser outra, a continuação, ter outro fim,
Pode nem começar a seguir tal enredo, se é que tem um,
Pode acabar em pizzas & um bom vinho,
Ir para onde for, aqui ou mais adiante,
Passar mais um ano sem sabor,
Eu estou aqui, sempre,
O endereço é fixo, a cara é a mesma, talvez mais velha,
A forma de pensar é única,
Onde todos os esforços fracassaram,
Eu ainda estarei lá,
Enfrentar os fantasmas & os medos não tem muita lógica,
Mas quem disse que precisa ter.
Num 7 de janeiro, nesse início de 2.000,
Mais de 1 da manhã, enquanto você dorme,
Enquanto a grande maioria dorme,
Eu estou aqui,
E como sempre, estarei,
Pois é assim que funciono,
Nem máquina, quase humano, meio sei lá o que de paranóico,
Maluco beleza com certeza,
Eu estou aqui, sempre,
Como sempre hei de estar,
Basta me chamar.

Peixão89
Desabafos 2 – 1999-2000
Peixão
Enviado por Peixão em 01/04/2005
Reeditado em 27/07/2009
Código do texto: T9148
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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1 e-livros (241 leituras)
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