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Escutei a voz, o olhar tocante...

Escutei a voz, o olhar tocante
Tênue fragrância solta no ar
Ah!...que bela noite
Mesmo que de parva chuva
Atinar em fios bárbaros pensamentos
O fogo do olhar que me acompanha
A desvantagem na corrida do tempo
Árido como sempre a tomar me desassossego
Não, não ouvireis minhas lamúrias
A passagem que de curta também encanta
Mil sonhos percorrendo a noite
Nas finas vestes, ah! aroma dos deuses
Sorver aquele copo ainda na espera
O coração a disparar pela premente chegada
E perder a fala ante presença
Que me faz brilhar os olhos
Ah! esses olhos em chamas
Na alva pele, no farto sorriso
Tão perdidamente como estávamos
A voz sem fala tenta pedir atenção
Apenas mais um copo para sorver alguma razão
Qual não seja ingrata hora
Que me ponho a pensar no que tem a porvir
Não, não ouvireis lamúrias
Apenas meus sonhos ainda se construindo
Ironia de uma noite que mal passei
Quando queria esses braços
A me acalentar, ah! como queria
E sorver dessa boca tantos beijos
Ah! quanto me custa esta distância
Olhar a janela e apenas te imaginar
Nessas faces tão risonhas
Nesse corpo que tanto desejo
Ah! quase sentindo seu peito no meu
Hummm! o cheiro tão suave do seu cabelo
Meu coração se partia pela partida
Rumar para ter adiante apenas lembranças
E sentir o peito doer por apenas ir
Sem ao menos tirar um beijo
Céus, que tanto brota dessa loucura
Tantos desejos, tantos sonhos
Uma imagem que viaja apenas nas palavras
Sem sentir todo o calor desse corpo
Sim, me vazo pela loucura,
Pela insana volúpia que há tempos me tortura
Como tortura quando nem ao menos falamos
E pequenas bobagens largamos na rede
Ainda um meio para reavir esse brilho
Que de teus olhos tanto me encantam
Enquanto imagino mil traquinagens
Para que outros pouco possam perceber
No sonhar de olhos abertos
Navegar de volta para a Ilha
Que tão fantásticas brumas me acolhem
A esperar mais um dia pela sua presença
Enquanto suporta a ausência
Sem receber o teu chamado
Ah! não ouvireis de mim, lamúrias
Pois sei que turvos são os caminhos que nos cercam
Compostos por tantas divisões
E pequenos grilhões desatinados
Não, não lamento mais
Apenas não me calo e aguardo
Outro dia haverá para ter a sua presença
A fitar esses olhos
Delirar com ese sorriso
E tirar dessa boca um beijo
O bom da vida é assim
Tantos sonhos para qualquer momento
Seja quando for.

Peixão89
Peixão
Enviado por Peixão em 01/04/2005
Código do texto: T9154
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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