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DISSE NÃO DISSE

se a escuridão te incomoda
melhor acender uma vela,
se o pecado mora ao lado,
melhor fechar a janela,
se o seu telhado é de vidro,
atire pedras de isopor,
esqueça o sexto sentido,
e seja lá o que for!,

se o amor bater no peito,
abra a porta e deixe entrar,
se a paixão for seu defeito,
pense no preço a pagar,
se não quiser tempestade,
melhor não semear vento,
jogue o jogo da verdade,
sem nenhum constrangimento!

se não quiser contratempo,
ouça o seu santo de fé,
não caminhe contra o vento,
não reme contra a maré,
semear não é preciso,
diz a bula e a receita,
porém, lançada a semente,
há de ser feita a colheita!

não importa que lhe digam,
qual é a cor da ovelha,
há de se correr perigo,
faça o que lhe der na telha,
aceite as regras do jogo,
não queira pagar pra ver,
o gelo perto do fogo,
vái sumir, vái derreter!

nas quebradas do destino,
evite os espinhos da flor,
pra não sofrer desatinos,
vá devagar com o andor,
e se achar que o que eu digo,
é mera e pura tolice,
eu, de pronto me desdigo,
faz de conta que eu não disse!

antonio carlos de paula
poeta e compositor

Poema Premiado no III Concurso Literário Octavio Silva Bastos, Faculdade de Letras da cidade de são João da Boa Vista- SP (2007)


AC de Paula
Enviado por AC de Paula em 29/12/2005
Reeditado em 03/10/2007
Código do texto: T91761
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
AC de Paula
São Paulo - São Paulo - Brasil
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