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O NONO DIA APÓS A LUA CHEIA


Você não vingou
como vingaria.
Guardou o troco
para o mês que vem,
não chutou a bola de futebol
não quebrou a vidraça da vizinha
não mergulhou como as águas-vivas.

Você não chegará
como chegaria.
Esperou as vindas
para ao deus-dará,
a esperança da tia solteirona
o aguardar da avó quase viúva
os presentes dos amigos de bem-querer.

Você não dormirá
como dormiria
as tardes guardadas
para a noite vazia.
Pois ela será sempre berço
para os amantes que criam na cama
a mais infinita vontade de amar, sem sentir,

que a tia casou com o primeiro desesperado,
que a avó, agora viúva, aposentou o esperar,
que os amigos perderam o prazo e a validade.

No inesperado,
as bochechas da lua farão cócegas
nas bocas de beijos cheios e novos.

Quase inesperado,
o gozo da amada abriu a janela,
fez cócegas no riso de quer poderá vir
como se aprendesse um cantar de acalantos.


Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 02/04/2005
Código do texto: T9372
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho