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FRENESI


    para Alberto Dominguez

Saudade daquele bolero
cantado pelas mulheres trágicas
borrando os olhos cheios de azuis,
piteiras bem longas e dedos delicados.

É hora de chorar Alberto Dominguez:
“Beija-me assim,
beija-me como minha boca te beijou.”

Enquanto, envolvida por braços de um polvo
enquanto, acochada por pernas sem ritmo
enquanto tropeçava em pés de centopéia,
deixei-me ser beijada por um sei lá quem
que tossiu com o cigarro da lembrança
que borrou a minha fachada de azul
e maquiou o frenesi deste bolero.
Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 02/04/2005
Código do texto: T9376
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho