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POEMA IMATURO PARA A NUA DESACORDADA


Uma mulher
nua, escura como a lua ausente,
quase nova, quase adolescente,
recosta ao meu peito espreguiçado
e respira com o frescor do peito sem bronquite.

Houve uma vontade inconsciente
de empurra-la no balanço
das cantigas de sonhar.

Quantos homens passarão
por esse corpo de polegar na boca
tirado cuidadosamente pela imaturidade
de colocar açúcar na língua e mantê-la presa
nas garras da tua boca, que tanto subestimo.

Trocamos muitos beijos cafajestes
sem os cuidados nem dedos
da língua que lhe despia.

Quantos sonhos ali estarão,
em seu inconsciente de adulta,
ansiando esse pretenso corpo maduro
de olhos deitados sem temer qualquer escuro
em repouso depois ter debelado o incêndio.

Matei seu medo com a arma branca
das mãos em tanta inquietude
cedendo no consentimento.

E, na manhã, enquanto a lua sem claridade se escondia,
resolvi tocar, sem medo algum da minha imaturidade,
seu corpo nu por cima da claridade e dos linhos
seus olhos de lua nova, cheia e minha
enxutos, calmos, extasiados!...

Djalma Filho
Enviado por Djalma Filho em 02/04/2005
Código do texto: T9383
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Djalma Filho
Salvador - Bahia - Brasil
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Djalma Filho