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VELEIRO!

a branca vela do barco
no lago o vento infla,
mas o barco da esperança,
já está fazendo água!
barco solto, vento leve,
ao suave sabor da paz,
de um lago azul cristalino
passeiam idéias soltas,
palavras soltas,
é total a liberdade!

a chuva que rola
dos olhos do poeta,
vái afogando
as cristalinas ilusões,
e no dilúvio desse pranto,
poeta sofrendo tanto,
nem se importa, tanto faz,
pois lágrima de poeta,
ao invés de ser sagrada,
é molhada e salgada,
como as dos demais mortais!

mas o poeta, entretanto,
não tem vergonha de chorar,
e pode esconder o que sente,
em um jogo de palavras,
- façam as suas apostas! -

palavras vagando à êsmo,
sem rumo, tal o veleiro
impulsionado pelo vento,
no lago lindo, suave,
ou seria um vento suave,
levando barco, lago, vela?
ou uma vela no lago largo
do vento suave? e o barco?

o poeta está confuso
e segue qualquer destino,
mesmo que não haja vento
nem lago azul cristalino,
pra navegar seus devaneios.

talvez nem exista barco,
nem vento, nem vela,
nem nada, nem mesmo
a pálida rosa dos ventos,
certeza?... só solidão!
AC de Paula
Enviado por AC de Paula em 03/01/2006
Código do texto: T94022
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
AC de Paula
São Paulo - São Paulo - Brasil
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