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Espécies antagônicas



Ninho em meu coração,

Morada de pássaro filhote.

Que pensa: __Deve ter uma maneira de fazer,

As histórias da vida, terem um final feliz...

Mais não conheço o caminho.

E outro habitante do ninho,

Mais velho e sereno diz:

__Há muitas maneiras de viver plenamente.

Se puder vê-las, as situações, em sua totalidade,

E não em sua singularidade,

Com seus limites próprios...

Na minha cruzada obstinada, algumas vezes,

Não consigo distingui os moinhos dos dragões,

E eventualmente, me meto em situações ridículas.

Mais sei que passo por fases,

Todos passamos.

Insegurança, medos...

Então não funciono plenamente, fico vulnerável.

Não posso negar minha subjetividade.

Escrever sem lógica faz parte de minha desestruturação.

Mais quando releio, vejo nas entrelinhas.

As respostas escondidas de mim, por mim, inconscientemente.

E meu pássaro não termina. Fica estagnado no meio de sua metamorfose,

Nem ovo, nem pássaro,

Fico crisálida e nunca serei uma linda borboleta,

Sou pássaro e pássaro come borboleta...

Trágico!

Observadora
Enviado por Observadora em 06/01/2006
Código do texto: T95330
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Sobre a autora
Observadora
Salvador - Bahia - Brasil, 50 anos
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