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Quando meus olhos vêem pautas nuas
Escrevem versos por estradas,atalhos 
E recortes de pensamento.
Chega-me aquilo que nunca tinha
Eu visto
Como o mundo que os homens insistem compreender.
Vejo.Mas não o desejo pensar.
Porque não tenho olhos para ficarem adoecidos
Vejo. E prefiro tê-los abstraindo 
O melhor de cada coisa
Assim como a vida, não que saiba muito sobre ela
Mas...porque a entendo como um oceano que mergulha
nas sombras em busca do sol
Ou, como a chuva quando se precisa de chuva.
Porque em dias de chuva me transbordo,
E nesse transbordamento sorrio e,
Encho-me de vida.
Quando meus olhos vêem
Sinto-me acompanhada do silêncio
Que viaja por entre estrelas e cometas
Cunprindo sua sina.
E fico contente
Um contentamento que
Entra pelos olhos,
Espalha-se pelos poros
Por onde desfilam pessoas e coisas
Que vão se arrastando no carretel do pensamento
Satisfazendo-me de vida
Quando meus olhos vêem
Vêem o que virá
E muito mais do que foi pendurado 
Na parede do tempo
Porque são olhos que buscam ventos
Que impulsionam velas
E desnudam a alma e o tempo,
Que passeia em pautas nuas
Em dias de sol.
lisbella
Enviado por lisbella em 08/01/2006
Código do texto: T96088
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Sobre a autora
lisbella
Campo Grande - Mato Grosso do Sul - Brasil, 50 anos
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(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 06:12)
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