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Noite

Noite, quem dera um dia
Mergulhar em teu seio, assim como o sol poente
À tarde busca teus braços e beija tua fronte
Quais dois amantes que à paixão se entregam.

Noite, quem dera um dia
Sentir o aroma inebriante do teu perfume
Sobre a relva macia, deitar o meu corpo
E nas gotas de sereno, refrescar minha pele.

Noite, quem dera um dia
Enamorar-me de ti e esquecer o mundo
Sentir o carinho de tua brisa em meus cabelos
E ouvir o cântico de teus mistérios.

Noite, quem dera um dia
Adormecer sob a luz da Lua
Contando as estrelas, infinitas,
E me perder no seu amor, inesgotável.

Noite, quem dera um dia
Me cubras com teu manto negro
Qual véu de um vestido de noiva
E me despose, como teu marido, para sempre...

Noite, quem dera um dia
Do Sol eu me divorcie, por teu amor
E em tuas mãos ponha a aliança
Para que a luz não volte a brilhar, e o dia não mais me separe de ti.
André da Costa
Enviado por André da Costa em 08/01/2006
Reeditado em 08/01/2006
Código do texto: T96174
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Sobre o autor
André da Costa
Viradouro - São Paulo - Brasil
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André da Costa