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Soneto das horas vazias

SONETO DAS HORAS VAZIAS


Nem tanto pela pedra
Onde a retina do poeta esfolou-se
E não fugiu à memória
De tão labirinto caminho.

Nem tanto...
Mais pela tristeza.
Escrever como passar à limpo
O rascunho das horas vazias.

Nem tanto pela ausência.
Mais pelo silêncio
Que cai como um cisco no olho.

Nem tanto pela boca
Escondida ao calor da língua,
Mas pelo beijo mofado.

Sozinho, meu abraço procura um sorriso.
Aldo Guerra
Enviado por Aldo Guerra em 08/01/2006
Código do texto: T96219
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Sobre o autor
Aldo Guerra
Rio das Ostras - Rio de Janeiro - Brasil, 60 anos
296 textos (26101 leituras)
3 áudios (490 audições)
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Aldo Guerra