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Se hoje, nada escrevi,...

Se hoje, nada escrevi,
É por que muito lhe falei,
E o prazer é igual,
Imenso em todas as formas,
E você com sua bondade absoluta
Ainda reproduz tudo aquilo que falo,
Ou subjugo em minhas parcas escritas,
Não, sei que você muito gosta,
Eu também gosto & gracejo com tudo isso,
Vem-me a lembrança, sempre,
Os primeiros contatos, as primeiras palavras,
O seu jeito indeciso de tratar,
Mas, um tratar sempre fino,
O primeiro riso por ser chamada de criança,
Sem dar a entender se havia gostado ou não,
É certo que se não, não teria importância,
Pois como já lhe disse várias vezes,
Assim falo, sem me importar se vai agradar ou não,
O primeiro beijo no rosto,
E uma certa impressão de que estava diante de um alucinado,
Sem ter a noção exata se era alucinado ou não,
Dizem que a primeira impressão é a que fica,
Mas nem sempre sabemos com certeza até ter-se uma certa proximidade,
Você já me falou de seus receios naquele princípio,
Suspeito que a loucura, minha é lógico,
Não era ainda tão contagiosa,
Pode parecer pretensão, pode...
Mas certo era que alguma coisa fora do normal acontecia,
Apesar de que nem sabemos o que é normalidade até hoje,
Sempre me curvo ante a curiosidade
De em determinados momentos poder ler até os pensamentos,
Acredito que naqueles dias isso seria por demais divertido,
Principalmente depois de tudo o que passou por essa ponte,
E que ponte, bem construída, bem pavimentada,
Alicerçada em tantos sentimentos & carinhos,
Na benevolente paciência de teus gostos,
No sabor preciso das cerejas
Sempre floridas em teu formoso Jardim
Sim, sou por demais curioso, por demais,
É uma volúpia constante em decodificar cada informação,
Tentando antever sentimentos, gestos, tons, minúcias enfim,
Passando a limpo toda uma vida, todo instante, cada momento,
E levando esse precioso tesouro para minha Ilha,
Sim, bucaneiro das palavras que são ditas,
Colecionador de moedas, que em cada esquina,
Sempre tem uma história para contar,
Você & eu temos muitas,
Estamos juntando esses fragmentos da história
E recontando cada sensação, todas as sensações,
A par dos limites, nada ilimitado diapasão de nossos sonhos,
Nossos sonhos, tão nossos, tão sonhos,
Sonhando acordado os sonhos dos amantes eternos,
Eternos quanto possíveis,
Na possível loucura de nossos sonhos.
Oh! Que doce loucura.

Peixão89
Desabafos 2 – 1999-2000
Peixão
Enviado por Peixão em 04/04/2005
Reeditado em 02/08/2009
Código do texto: T9761
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Peixão
Santo André - São Paulo - Brasil, 57 anos
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1 e-livros (241 leituras)
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