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ato de contrição


pra ninar a santa no nicho
sopro um beijo de cortesia
faço votos, dobro a esquina;
assumo meu lado bicho
cheio de porre e fantasia,
que queime frágil a lamparina.
 
quanta pureza na alegria dos louvores,
na dedicação da palavra estudada;
a margem dos pecados é coberta de castidade
sem lamentos e sem favores,
a da concórdia tem fala recatada
e despe a santa sem falsidade;
que ingênua frivolidade...
 
move astros e baila na lua
a cândida e adorável puta,
que se encanta com silêncios e folguedos.
com que desinibição passeia nua?
qual sua porção, sua verdade absoluta?
 
renovo os votos e adormeço segredos;
ninguém reparou que a vida continua
entre recessos e acessos de loucura,
quando trava a madona cheia de dedos
ou vinga a dual criatura,
reflete no boçal espelho dos medos
a servidão cruel que tortura.
Angélica Teresa Almstadter
Enviado por Angélica Teresa Almstadter em 12/01/2006
Código do texto: T97751

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Sobre a autora
Angélica Teresa Almstadter
Campinas - São Paulo - Brasil, 62 anos
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1 e-livros (247 leituras)
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