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Quiromancia

Que futuro me agradará?
senão sentir meus poderes em ato solo,
mania de perfeccionismo a minha
filhos, seios, colo ?
o meu ato não feito, o meu vínculo a valsar com outra (vida),
meio desligada às vezes
meus aços instransponíveis, metade de mim ?
Uma fértil outra estéril?
Um viril, uma pueril ?
Músculos, curvas, cérebro, velocidade, intensidade
Simplicidade

Na palma da minha mão sobraram os descorteses, restaram as fingidas
Será que na outra mão, hei de encontrar outrem em ações, a metade completa de mim?
Minhas menções à vida, como no mundo antes da escrita
quando pensamento é ato, eu no topo, ele embaixo, no umbigo de mim
em mão em andamento, a vida antes da escrita ?
A vida em andamento...

Na palma da minha mão cabe a minha morte ao meio, vida e, amor e pranto,
um pouco de alma e sorte
chegar a um tanto que vá além da escrita...
Na palma da minha mão uma vida inteira a ser vivida
Um grito inteiro, tangendo oi, tangendo olá
em linhas escorregadias,
cabem sonhos, cores, fontes, flores, poesia.....Será que está escrito ?

Que futuro me aguardará, senão descrever os meus pudores, os meus desejos, os meus vícios, os meus rancores? Na palma da minha mão cabe o meu amor inteiro.
Quero me agradar, me descrever inteira, quero meu amor inteiro
Na palma da minha mão, cabe a minha alma ao meio, vida e morte, amor e pranto, um pouco de sorte para chegar a um tanto que vá além da escrita....

Na palma da minha mão sobraram os cortes, restaram as feridas....
Será que na outra mão, hei de encontrar em adivinhações, as emoções tangíveis ?
Na palma da mão do corte cabe o forte, o homem, a mulher, o amor
Na palma da minha sobrará a vida que pedi além da vida que escrevi e o que vem depois
Na palma da minha mão, não faltarão as linhas que tragam a alma escrita, que contenham nas mão unidas, a leitura da própria vida assim descrita....

Na palma da minha mão as palavras ficaram vazias, saíram das linhas
Se assim previu o destino, não houve transcrição....
Estará em algum lugar além das minha mãos ?
Que futuro te aguardará ? Que futuro me agradará ?
Que histórias para contar no futuro, se não começarmos a viver ?
( A escrita antes da vida ? )
Viver o que a alma silencia, viver os sinais que vão além da escrita .....

Na palma da minha mão sobrarão os sentidos nunca lidos
Que futuro dissolverá assim os sonhos reunidos ?
Partir ao meio na palma, a alma que não adivinha a si mesma....
Com um tanto de sorte, deve estar inteira
Ter chegado a um ponto além da escrita nas estrelas....
Na palma da minha mão, na alma do coração, quem adivinhará a emoção primeira ?

Izabella Gamellas & Homem Espacial

Izabella Gamellas
Enviado por Izabella Gamellas em 13/01/2006
Código do texto: T98159
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Sobre a autora
Izabella Gamellas
São Luís - Maranhão - Brasil
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Izabella Gamellas