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ESMOLA

Eu era um triste pobre e mendigava
uma esmola de amor e de carinho.
Mas a gente cruel, que ali passava,
seguia, sem me olhar, o seu caminho.

Assim, desesperado, eu lamentava
atriste sina de viver sozinho.
A rosa de um amor, que eu procurava,
guardada estava por um duro espinho.

Mas, um dia, por mim, feliz passaste
e, olhando ternamente, iluminaste
a triste estrada escura em que eu seguia...

Esqueci, desde então, minha pobreza,
porque guardei, com mórbida avareza,
aquela esmola que me deste um dia!...
Julio Sayão
Enviado por Julio Sayão em 15/01/2006
Reeditado em 19/01/2006
Código do texto: T99105
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Sobre o autor
Julio Sayão
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 93 anos
65 textos (39426 leituras)
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Julio Sayão